terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Zilda Arns

Confesso que não conhecia essa mulher. Porém, após a tragédia no Haiti, eu ouvi, na CBN, a reprise de uma entrvista que ela concedeu á radio. Ela falou sobre os motivos que a levaram a estudar medicina e também sobre o convite para fundar e coordenar a Pastoral da Criança.

Gozado é que há alguns dias, enquanto aguardava meu nome ser anunciado para fazer um exame de endoscopia, conversava com um amigo sobre o status da medicina. Ele, que trablha numa empresa da área da saúde, se mostrava indignado com a arrogância de alguns jovens médicos que, ainda em meio a residência, se auto intitulam deuses.

Este comportamento não é exclusivo da medicina. Afinal de contas, o processo de formação de boa parte das profissões exige um esforço muito grande por parte do interessado e, sendo assim, podemos até considerar normal que o jovem profissional se sinta realizado e até mesmo especial por ter conseguido se formar, conseguido um bom emprego, uma profissão de status etc.

Porém há pessoas que abrem mão do status quo para se dedicar a outras pessoas. E é ai que eu queria chegar...

Zilda Arns decidiu ainda jovem ser missionária. De amenizar o sofrmento das pessoas mais necessitadas. Formou-se em medicina e sempre atuou nas áreas públicas, sempre tendendo a trabalhos voluntários.

Na entrevista que citei acima, ela disse que em determinado momento de sua vida ela se sentiu um tanto quanto desmotivada, pois depois de várias especializações e experiências ela não considerava que estava usando todo o seu potencial, foi aí que com a ajuda de sua irmã, ela montou um consultório particular e procurou por empresas de assistência médica, porém nas vésperas de iniciar os primeiros trabalhos dessa nova fase de sua carreira, ela recebeu um convite da CNBB para trabalhar com crianças.

Prontamente cancelou todos os compromissos assumidos e partiu com todo o empenho e deidcação para esse novo projeto que resultou na criação, em 1983, da Pastoral da Criança, um organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que tem como objetivo o desenvolvimento integral das crianças.

O seu trabalho a frente da Pastoral, que era baseado no milgare da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciariam cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6, 1-15), acompanha mais de 1,9 milhões de gestantes e crianças menores de seis anos e 1,4 milhões de famílias pobres, em 4.063 municípios brasileiros.

Segundo a Pastoral, hoje são mais de 260 mil voluntários que proporcionam, em forma de solidariedade e conhecimentos sobre saúde, nutrição, educação e cidadania, uma vida melhor a milhões de pessoas.

Em 2004 ela recebeu outra missão e criou a Pastoral da Pessoa Idosa que atualmente conta com 14 mil voluntários que trabalham para proporcionar uma vida melhor a 129 mil idosos.

Zilda Arns é um exemplo de onde o ser humano pode chegar. Seja apoiado em um trecho da bíblia, num trecho do alcorão ou do Tripitaka, o importante é termos a consciência de que muitos precisam de ajuda e que, com muito ou com pouco, sempre podemos ajudar.

Ela cumpriu sua missão!

Se existem anjos, se existem anjos na Terra, um se foi e o nome desse anjo era Zilda Arns.

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